Ação levou serviços essenciais, promoveu cine-debate e oficializou a união de 40 casais nas Piabas

A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos de Alagoas (SEDH), realizou, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, a 1ª edição do projeto Direitos Humanos nas Comunidades, na localidade das Piabas, no bairro do Jacintinho, em Maceió.
A iniciativa tem como principal objetivo aproximar o poder público da população, levando serviços essenciais diretamente às comunidades e ampliando o acesso às políticas públicas, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Durante os dois dias de ação, cerca de mil pessoas foram atendidas. A programação incluiu atendimentos jurídicos, orientações sobre direitos sociais, emissão de documentos, encaminhamentos para programas sociais, além de atividades educativas e informativas voltadas à promoção da cidadania e à garantia de direitos.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. De acordo com a equipe técnica da SEDH, a primeira edição foi considerada exitosa, com forte participação da comunidade e número expressivo de atendimentos ao longo da programação.
Cinema comunitário e formação cidadã
Ainda dentro da programação, o sábado à noite foi marcado por um cine-debate na comunidade das Piabas, ampliando a ação para o campo da cultura e da formação cidadã.
A sessão especial foi mais do que uma exibição de curtas-metragens: tornou-se um espaço de encontro, escuta e valorização das narrativas locais.
Foram exibidos os filmes:
🎥 “Maceió é Massacrada”, de Vivian Drielli;
🎥 “Feirinha”, de Maysa Reis;
🎥 “Samuel Foi Trabalhar”, de Janderson Felipe e Lucas Litrento.
A atividade foi promovida em parceria com o Comitê de Cultura de Alagoas e o Movimento de Humanização das Grotas de Maceió. Após a exibição, foi realizado um debate com integrantes das produções e participação ativa do público local, fortalecendo o diálogo, a reflexão crítica e a troca de experiências.
A iniciativa evidencia que a política de direitos humanos também se constrói por meio da cultura, da memória e do pertencimento.
Casamento comunitário marca encerramento
A programação do domingo (1º) marcou o encerramento desta edição com um momento histórico e emocionante: a realização de um casamento comunitário que oficializou a união civil de 40 casais da comunidade.
Mais do que um ato formal, o casamento civil representa dignidade, segurança jurídica e reconhecimento de direitos. Para muitos casais, foi a concretização de um sonho antigo, agora transformado em direito garantido, fortalecendo vínculos familiares e assegurando proteção legal às famílias.
A iniciativa contou com a parceria do Tribunal de Justiça de Alagoas, da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN) e da Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, instituições que contribuíram para garantir a oficialização das uniões e o suporte necessário à realização do ato.
Com o casamento comunitário, o cine-debate e os diversos serviços ofertados, o Governo de Alagoas encerra a primeira edição do Direitos Humanos nas Comunidades consolidando a proposta de ampliar o acesso à cidadania, fortalecer a presença do Estado nos territórios e promover direitos de forma concreta e descentralizada em todo o estado.


